Twitter Facebook Orkut Rss
Mostrando postagens com marcador OVNI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OVNI. Mostrar todas as postagens

RELATOS DE ASTRONAUTAS

05/03/2012

Major Gordon Cooper

Um dos astronautas das missões Mercúrio e o último americano a andar sozinho no espaço. Em 15 de maio de1963 ele foi lançado ao espaço em uma cápsula Mercúrio para uma jornada de 22 órbitas ao redor da Terra. Durante a orbita final, o Major Gordon Cooper disse a estação de rastreamento em Muchea (perto de Perth Austrália) que ele observava um objeto esverdeado e brilhante a sua frente que rapidamente se aproximou da cápsula. O UFO era real e sólido, porque foi detectado pelo radar de Muchea.

O avistamento de Cooper foi levado ao ar pela NBC, que estava cobrindo o vôo passo-por-passo, mas quando Cooper aterrissou foi dito aos repórteres que eles não estavam autorizados a questioná-lo a respeito do avistamento.

Dez anos antes, em 1951, ele observou UFO's enquanto pilotava um jato Sabre F-86 sobre a antiga Alemanha Ocidental. Eles eram metálicos, em forma de disco a grande altitude e se movimentavam de uma forma que nenhum jato de combate Americano podia fazer.

O Major Cooper também testemunhou diante das Nações Unidas: "Eu acredito que estes veículos extraterrestres e sua tripulação estão visitando a Terra vindos de outros planetas... “A maioria dos astronautas são relutantes em discutir UFO’s” "Houve uma ocasião em 1951 em que eu observei durante dois dias muitos vôos de UFO's de diferentes tamanhos, voando em formação de combate, na maioria das vezes de leste para oeste sobre a Europa".

Em uma entrevista gravada por J. L. Ferrando, o Major Cooper disse: "Por muitos anos eu tenho vivido com um segredo, em um sigilo imposto sobre todos os especialistas em Astronáutica. Todos os dias, nos EUA, nossos radares detectam objetos de forma e composição desconhecidas para nós. Existem milhares de testemunhos e uma quantidade de documentos para provar isto, mas ninguém que torná-los públicos."

"Por quê? Por que as autoridades tem medo que população entre em
pânico com medo de uma invasão. Então a ordem é: Temos que evitar o pânico de todas as formas."

"Eu fui testemunha de um extraordinário fenômeno. Ocorreu há alguns meses na Flórida. Eu vi com meus próprios olhos uma área bem definida no solo sendo consumida pelas chamas, com quatro endentações deixadas por um objeto voador que desceu no meio do campo. Seres deixaram o objeto (houve traços para provar isto). Eles pareciam estar estudando a topografia, eles coletaram pedaços do solo e depois retornaram para o objeto que desapareceu a uma enorme velocidade..."





Ed White e James McDivitt

Em Junho de 1965, os astronautas Ed White (primeiro Americano a andar no espaço) e James McDivitt estavam passando sobre o Hawaii na nave Gemini quando eles observaram um objeto metálico de forma bizarra. O UFO tinha longos braços saindo dele. McDivitt tirou fotografias com uma câmera. As fotografias jamais foram divulgadas.



James Lovell e Frank Borman

Em Dezembro de 1965, os astronautas da Gemini James Lovell e Frank Borman observaram um UFO durante a segunda órbita do vôo de 14 dias. Borman disse que ele via uma aeronave não-identificada a alguma distância da cápsula. O Controle da missão Gemini, em Cabo Kennedy disse a ele que ele estava vendo o estágio final do próprio foguete de lançamento Titan. Borman confirmou que ele podia ver o foguete também, mas que o que ele estava vendo era algo totalmente diferente.



Durante o vôo de James Lovell na Gemini 7:

Lovell: PLOTE ÀS 10 HORAS.

Capcom: Aqui é Houston. Repita Gemini 7.

Lovell: EU DISSE QUE NÓS TEMOS UM PLOTE ÀS 10 HORAS

Capcom: Gemini 7, estão vendo o veículo de lançamento ou é um
avistamento real?

Lovell: NÓS TEMOS VÁRIOS... AVISTAMENTOS DE VERDADE.

Capcom: ...distância e tamanho estimado?

Lovell: NÓS ESTAMOS OBSERVANDO O VEÍCULO DE LANÇAMENTO
TAMBÉM...



Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin

De acordo com o astronauta da NASA Neil Armstrong os extraterrestres possuem bases na Lua e disse-nos para ficarmos longe de lá.

Informações não confirmadas dizem que ambos, Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin viram UFO's bem de perto depois da histórica alunissagem da Apollo 11 em 21 de julho de 1969. Pode-se ouvir um dos astronautas se referindo a uma "luz" dentro ou sobre uma cratera durante a transmissão da TV, seguido da solicitação de mais informações pelo controle da missão. Nada mais foi ouvido.

De acordo com um empregado aposentado da NASA Otto Binder, uma rádio (não citada) captou em suas próprias instalações, uma transmissão que não estava sendo passada para as TV's. Segue a transmissão:

NASA: O que há aí?
Controle da Missão chamando Apollo 11...

Apollo11: Essas "coisas" são grandes, senhor! Enormes! OH MEU DEUS! Você não iria acreditar nisto! Eu estou dizendo existem outras espaçonaves lá fora, bem do outro lado da beira da cratera! Eles estão aqui na Lua nos observando!

Aqui está uma gravação em Áudio Real de Neil Armstrong conversando com a NASA, originada da estação oficial de transmissão da NASA. Na gravação Armstrong está claramente muito excitado dizendo coisas como "Isto é inacreditável!". Esta gravação apareceu na TV Suíça em janeiro de 1997. Para mais detalhes veja o site italiano http://www.worldlink.it/nonsiamosoli/voce_a11.htm

A gravação foi convertida para formato digital por Christian

Um certo professor que prefere se manter anônimo, conversou com Neil Armstrong durante um simpósio da NASA.

Professor: O que realmente aconteceu lá fora com a Apollo 11?

Armstrong: Foi inacreditável, claro que nós sempre soubemos da possibilidade, de fato, nós fomos alertados (pelos alienígenas).

Depois disso não houve nenhuma dúvida sobre a existência de uma estação espacial ou uma "cidade" na Lua.

Professor: O que você quer dizer com "alertados"?

Armstrong: Não posso entrar em detalhes, só posso dizer que as naves deles são tão superiores as nossas tanto em tamanho quanto em tecnologia. Rapaz, eles eram grandes! ...e perigosos! Não, não há
nenhuma dúvida sobre uma estação espacial.

Professor: Mas a NASA mandou outras missões para a Lua depois da
Apollo 11?

Armstrong: Naturalmente - A NASA estava trabalhando duro naquela
época, e não queria arriscar causar um pânico na Terra. Mas na verdade foram missões mais rápidas.

Segundo o Dr. Vladimir Azhazha:

"Neil Armstrong relatou ao Controle da Missão que dois grandes e misteriosos objetos estavam os observando depois de terem aterrissado perto do módulo lunar. “Mas esta mensagem jamais foi ouvida pelo público - porque a NASA censurou”.

De acordo com o Dr. Aleksandr Kasantsev, Buzz Aldrin filmou a cores os UFO's de dentro do Módulo.

Armstrong confirmou a história, mas recusou entrar em detalhes além de admitir que a CIA estava por trás do acobertamento.



Donald Slayton

Donald Slayton, astronauta da Mercúrio, revelou em uma entrevista que ele viu um UFO em 1951:

"Eu estava testando um P-51 em Minneapolis, quando eu observei o objeto. Eu estava a cerca de 10.000 pés de altitude em um belo entardecer. Eu pensei que era um balão, depois eu lembrei que nenhum balão podia voar aquela altitude."

"Quando eu me aproximei vi que se parecia com um balão meteorológico cinza e com mais ou menos 1 metro de diâmetro, mas
quando assim que eu me posicionei por trás daquilo, ele não se parecia mais com um balão meteorológico. Se parecia com um disco."

"Então, eu vi que estava se afastando de mim, então estava se afastando a mais ou menos 300 milhas por hora. Eu ainda o detectei por um instante, e depois a coisa se elevou. Virou subindo em um ângulo de 45 graus, acelerou e desapareceu"



Major Robert White

Em 17 de Julho de 1962 o Major Robert White reportou um UFO durante o seu vôo com o X-15. O Major White disse:

"Não tive a menor idéia do que poderia ser aquilo. Era acinzentado e
estava a 30 ou 40 pés de distância." Depois, de acordo com um artigo da Time Magazine, o Major White disse pelo rádio:

"Existem coisas lá fora! Absolutamente existem!"



Piloto da NASA Joseph A. Walker

Em 11 de maio de 962 o piloto da NASA Joseph Walker disse que uma de suas tarefas era detectar UFO's durante os vôos do X-15. Ele filmou 5 ou seis UFO's durante a sua gravação do vôo em abril de 1962. Foi a segunda vez que ele filmou UFO's em vôo. Durante um encontro na Segunda Conferência Nacional para Uso Pacífico da Pesquisa Espacial em Seattle, ele disse:

"Não me sinto como se tivesse especulando sobre eles. Tudo o que eu sei é o que apareceu no filme, que só foi observado depois do vôo." - Joseph Walker Até o presente momento nenhum filme foi divulgado ao público.



Comandanter Eugene Cernan

Eugene Cernan foi o comandante da Apollo 17. Em um artigo do Los
Angeles Times em 1973 ele disse sobre os UFO's:

"Eu tenho sido perguntado (sobre UFO's) e eu tenho dito publicamente que eu acho que eles (UFO's) são de alguma outra civilização."



NASA's Maurice Chatelain

Em 1979 Maurice Chatelain, chefe do sistema de comunicações da NASA, confirmou que Armstrong de fato reportou ter visto dois UFO's
em uma cratera. Chatelain acredita que alguns UFO's vem do nosso próprio sistema solar - especialmente TItan.

"O incidente era de conhecimento comum de todos na NASA, mas ninguém falou nisso até agora."

".. todos os vôos das missões Apollo e Gemini foram seguidos, de perto e de longe, por espaçonaves de origem extraterrestre - Discos Voadores ou UFO's, se você quiser chamá-los pelo nome. Todas as vezes que isto aconteceu os astronautas informaram o Controle da Missão que então ordem silêncio absoluto."



Piloto Walter Schirra

"Acho que Walter Schirra, abordo da Mercúrio 8, foi o primeiro astronauta a usar o codinome "Papai Noel" para indicar a presença de Discos Voadores próximos as cápsulas espaciais."



James Lovell

Foi um pouco diferente quando James Lovell no comando do módulo da Apollo 8 sai do lado oculto da lua e disse para que todos escutassem:

"POR FAVOR, ESTEJAM INFORMADOS DE QUE PAPAI NOEL EXISTE". Era dia de natal em 1968, muitas pessoas viram um sentido oculto no significado de suas palavras.

Os rumores persistem. A NASA é uma agência civil, mas muitos de seus programas são custeados pelo orçamento de defesa e a maioria dos astronautas estão sujeitos aos regulamentos de segurança militar. Otto Binder, Dr. Garry Henderson e Maurice hatelain disseram publicamente que os astronautas estão sobre ordem restrita de não discutir seus avistamentos. Gordon Cooper testemunhou em um comitê das Nações Unidas como um astronauta que realmente foi testemunha de um UFO pousado. Se não há sigilo, porque estes avistamentos não podem ser tornados públicos?

A terra na escuta: alguém aí?

09/09/2010

Pode ser, como querem os cientistas, que no vasto Universo onde a Terra é um ponto menos que insignificante existam muitos mundos nos quais alguma forma de vida inteligente tenha florescido — embora nada indique até agora que algum desses mundos seja um dos oito outros planetas deste sistema solar. Mesmo ao admitir a existência de civilizações extraterrestres, porém, os astrônomos acham pouco provável que seus representantes apareçam aqui um belo dia em carne e osso — se é que de carne e osso são feitos — para uma visita de boa vizinhança. Eles preferem a hipótese de um contato por ondas de rádio.

Esse contato pode ser acidental ou deliberado. Em qualquer dos casos, só se realizará se houver alguém na escuta do lado de cá. Essa é justamente a intenção do SETI (sigla em inglês de Busca de Inteligência Extraterreste), o programa da agência espacial NASA pronto para entrar em ação assim que o Congresso dos Estados Unidos autorizar — e mandar o governo pagar a conta de 100 milhões de dólares.

Trata-se de rastrear metodicamente o espaço em busca de sinais de outras civilizações, supondo, é claro, que elas ainda não tenham aposentado o rádio como meio de comunicação; ou, pior ainda, que não estejam tão fantasticamente longe da Terra a ponto de, quando sua mensagem nos alcançar, milhões de anos terem transcorrido e a civilização que a enviou nem exista mais. Numa primeira etapa, os astrônomos da NASA pretendem usar vários radiotelescópios, entre eles o maior do mundo, em Arecibo, Porto Rico, para captar sinais de oitocentas a mil estrelas a cem anos-luz de distância da Terra. Depois, literalmente, o céu será o limite.

Essa é a mais ambiciosa tentativa do homem de ouvir outros mundos. Representa também uma mudança na política de comunicação dos terráqueos — no passado recente, o homem preferia falar ao Cosmo ao invés de prestar atenção no que ele tivesse a declarar. Em 1974, um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, em Nova York, usou o radiotelescópio de Arecibo para dar um alô ao espaço. A saudação terrestre demorou quatro anos só para chegar à estrela Alfa de Centauro, a mais próxima do planeta. A demora e o custo astronômico da transmissão fizeram os cientistas abandonar a idéia de iniciar o contato.

Muito mais em conta foi encaixar mensagens em naves espaciais. A Pioneer 10 foto 193 , primeira nave a cruzar as fronteiras do sistema solar, em 1983, onze anos depois de seu lançamento, levou uma placa de ouro com desenhos explicando a localização da Terra e do sistema solar, além das figuras de um homem e uma mulher. A Voyager 2, lançada em 1977, que deverá sobrevoar Netuno em agosto de 1989, leva uma mensagem bem mais elaborada.

Um disco com duas horas de duração traz a gravação do choro de um bebê, gritos de uma baleia, lançamento de um foguete, estrondo de uma avalanche e o estalo de um beijo. Há saudações em 54 idiomas, entre os quais o português ("Paz e felicidade para todos"), trechos de músicas, desde os clássicos ao rock "Johnny B. Goode", de Chuck Berry. Resta saber o que um eventual ouvinte de outros planetas achará de nós depois desse clip.

Dos monstros de Marte ao meigo ET

Antes de se tornar o famoso pires voador, o carro do ano dos ETs foi um "parafuso giroscópio espacial". Ele circulou nas primeiras aventuras em quadrinhos de Flash Gordon, o herói intergalático criado em 1934 por Alex Raymond. Flash Gordon e outro herói, Buck Rogers, reinaram imbatíveis nos seriados de cinema no final da década de 30, utilizando fantásticas máquinas contra os habitantes de outros planetas que vinham ameaçar esta pobre Terra.

Era a época das space operas, que voltariam a fazer sucesso nas histórias do tipo Guerra nas Estrelas. Foi também a época em que o então radialista Orson Welles transmitiu, em 1938, uma suposta invasão marciana dos Estados Unidos — na verdade uma versão de A Guerra dos Mundos, do escritor inglês H.G.Wells. A irradiação do ataque levou o pânico a milhões de ouvintes.

Desde Flash Gordon, histórias com seres de outros planetas têm sucesso quase garantido — principalmente quando se adaptam à época e ao público aos quais se destinam. Na década de 50, marcada pela guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética e pelo medo de um conflito atômico entre eles, as histórias mais populares mostravam supercivilizações de seres horripilantes que tentavam nos conquistar. São desse período, por exemplo, os filmes Marte, o planeta vermelho e Os vampiros invadem a Terra. Os títulos são um autêntico sinal dos tempos.

O desenvolvimento da ciência e tecnologia na década de 60 obrigou os autores de ficção a se preocupar mais com a base científica de suas histórias. Com o aparecimento dos movimentos pacifistas e de defesa do ambiente, muitos escritores aproveitaram para criticar por tabela a poluição e a acumulação de arsenais nucleares neste mundo.

Data de 1968 o filme 2001, uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick, baseado num conto de Arthur C. Clarke. Uma das mais belas histórias de ficção espacial de todos os tempos, 2001 aborda a questão dos contatos extraterrestres em tempos remotos da História e a forma surpreendente como uma supercivilização condenada à morte pode se perpetuar em outra.

Os discos voadores voltaram à Terra com toda a parafernália técnica possível na década de 70 em Contatos imediatos de terceiro grau, de Steven Spielberg. Este filme, que teve a assessoria do astrofísico Allen Hynek, um dos maiores especialistas em OVNIs, acusa o governo dos Estados Unidos de esconder do público informações sobre os discos. Além disso, Contatos lança a idéia, que seria retomada em grande estilo por ET — O extraterrestre, de 1982, de visitantes do espaço não só pacíficos e encantadores como também vítimas das trapalhadas dos terráqueos. Esse espírito de auto-crítica permanece na ficção mais recente — sinal de que os homens talvez estejam ficando mais bem preparados para se enxergar como são. Os tripulantes de um disco que pousar no planeta nos dias que correm só terão a ganhar com isso.

"Eu vi um disco voador".

O meteorologista Rubens Junqueira Vilela, professor do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP, tinha 31 anos em 1961 quando foi à Antártida pela primeira vez a bordo do navio Glacier da Marinha dos Estados Unidos. Na baia do Almirantado, ilha do Rei Jorge, onde 23 anos depois seria construída a base "Comandante Ferraz", do Brasil, Vilela teve uma experiência inesquecível. Ele mesmo conta:

"Naquele dia, 16 de março, após o jantar, subi ao convés para ver o panorama. Estávamos rodeados de montanhas formando paredões de 500 metros de altura, parcialmente cobertos de neve. Na margem, a dois quilômetros, encontrava-se uma base inglesa abandonada. O céu estava nublado, havia um vento leve e a noroeste via-se o clarão fraco e amarelado do sol poente. De repente, vimos uma estranha luz cruzar os céus. Os marinheiros gritavam, apontando para o objeto. Suas cores, formas e contornos não pareciam coisa deste mundo e não sei até hoje a que compará-las. Esse corpo luminoso multicolorido deixava um longo rastro na forma de um tubo oco de cor vermelho-alaranjada.

Subitamente dividiu-se em dois como numa explosão; cada pedaço brilhou mais intensamente com cores branco-azuladas e vermelhas e lançou raios laterais, inclinados para trás. Depois, tomou a forma de uma armação de guarda-chuva semi-aberta e desapareceu em menos de um minuto sem deixar traço. Não se ouviu nenhum ruído, as luzes não eram ofuscantes e as cores tinham tons suaves. O objeto se encontrava a cerca de 100 metros de altura e parecia ter o tamanho de um punho fechado. Deslocava-se a baixa velocidade. Passou a bombordo, de noroeste para sudeste, como se viesse de trás das montanhas da ilha.

Pensávamos que poderia ser um foguete de sinalização lançado por exploradores da ilha. Fomos investigar. Não encontramos ali sinais de vida. Mais tarde, o capitão Porter, do Glacier, registrou no diário de bordo que as luzes eram um ’meteoro ou outro fenômeno natural luminoso’. Para mim, aquilo foi um disco voador".

Discos voadores: E a nave vem

Pelo menos na imaginação da muita gente, os objetos voadores não-identificados são naves de outros planetas. A ciência não leva isso a sério, mas algumas aparições nunca foram bem explicadas


Das 21 horas da segunda-feira, 19 de maio de 1986, aos dez minutos do dia seguinte, os radares da Aeronáutica registraram a presença de um objeto luminoso não-identificado nos céus do eixo Rio — São Paulo. O objeto se deslocava a velocidade supersônica e fazia manobras absolutamente impossíveis para um avião. Tão logo foi percebido, seis caças da FAB levantaram vôo para observar o estranho fenômeno.

Os pilotos disseram depois ter visto focos de luz irradiados nas cores verde e vermelha. Eles não fizeram contato com o objeto nem conseguiram explicá-lo. De uma coisa tiveram certeza: não se tratava de qualquer tipo de aeronave conhecida. Mais tarde surgiram as costumeiras hipóteses: era o planeta Vênus, era um satélite reentrando na atmosfera, era uma sonda. E, como sempre, houve quem jurasse: os sinais luminosos pertenciam a uma nave espacial de outro planeta, um disco voador.

Desde 1947, quando o piloto norte-americano Kenneth Arnold lançou a expressão disco voador, essas naves têm freqüentado, senão o espaço real, pelo menos as histórias contadas por aviadores, funcionários de aeroportos e os mais variados tipos de pessoas. Tanto que o misterioso objeto visto nos céus do Brasil em 1986 não foi um caso único no país. No dia 8 de fevereiro de 1982, uma esquadrilha da FAB tentou, sem sucesso, descobrir que objeto perseguiu um Boeing da VASP durante boa parte da viagem de Fortaleza ao Rio. A aparição foi também testemunhada pelas tripulações de dois outros jatos.

Episódios como esses entram para o alentado anedotário dos OVNIs, os objetos voadores não-identificados, que nesses últimos quarenta anos conquistaram um lugar seguro na imaginação popular, até porque tem mais graça supor que existe vida inteligente em outros planetas e que uma luz diferente no céu é uma nave cheia de marcianos do que um reles fenômeno meteorológico.

Por outro lado, como nem sempre as pessoas tomam conhecimento das explicações afinal encontradas para uma aparição misteriosa, sobrevive no ar a atraente idéia de que um OVNI é produto de alguma civilização extraterrestre. As histórias em quadrinhos, a literatura e o cinema só fizeram reforçar essa crença.

Segundo os ufologistas — palavra que veio do inglês UFO (Unidentified Flying Object) — já foram registrados 200 mil casos de objetos voadores não-identificados no mundo todo, dos quais 10 mil apenas no Brasil. Eles próprios, no entanto, tratam de separar bem as coisas. "Cerca de 90 por cento dos casos não são fenômenos ufológicos, mas fraudes ou erros de interpretação", calcula o engenheiro Claudeir Covo, fundador do Centro de Estudos e Pesquisas Ufológica de São Paulo, um dos vários grupos formais e informais de interessados no assunto existentes no país. Claudeir, um ufologista com os pés no chão, baseia suas contas nas constatações atribuídas ao ATIC (Air Technical Intelligence Center), o serviço de contra-espionagem aérea dos Estados Unidos encarregado de localizar e identificar qualquer aparelho que sobrevoe o país.

O Projeto Blue Book, ou Livro Azul, do ATIC, mostrou que quase todos os 13 mil casos de OVNIs relatados em vinte anos de estudo são na verdade fenômenos astronômicos e meteorológicos. Entre os astronômicos estão o brilho de planetas, meteoros, estrelas cadentes. Entre os meteorológicos estão os casos de auroras, fogos-de-santelmo, descargas elétricas em tempestades. Mais prosaicamente ainda, há pessoas que enxergam OVNIs onde só há aviões, balões, reflexos de holofotes, gases poluidores, satélites artificiais, mísseis — ou a combinação de qualquer um desses elementos com fenômenos da natureza. Radares, por exemplo, podem ser enganados por interferência eletrônica, reflexos de nuvens ionizadas, chuvas e diferenças de temperatura.

Outra explicação que não pode ser desconsiderada tem a ver com a mente humana. Num estudo de 1958, o psicanalista suíço Carl Jung (1875-1961) afirmou que os discos voadores seriam alucinações provocadas por ansiedades coletivas que ocorrem em períodos de crise ou tensão internacional. Seriam portanto uma versão moderna das visões de santos e demônios tão comuns na Idade Média. Segundo essa interpretação, o homem da era espacial espera ser salvo de seus problemas cotidianos não por anjos, como antigamente, mas por seres extraterrestres.

Talvez por isso, muitos ufologistas acreditam que ETs estiveram presentes quando o profeta Elias, como conta a Bíblia, subiu aos céus numa carruagem de fogo; ou quando os egípcios veneravam o Sol, representado como um disco de ouro com asas; ou, ainda, quando os persas acrescentaram a essa representação uma cauda e duas patas que, com alguma boa vontade, podem ser comparadas a trem de aterrissagem. Os ufologistas também encontram ETs nos livros da mitologia hindu que falam de discos destruidores, dotados de raios de fogo.

Com tudo isso, compreende-se por que ver um OVNI é fácil — o difícil é fazer com que alguém acredite. No Brasil, os únicos que levam tais visões a sério são os grupos de estudos ufológicos. "De cada dez pessoas que fazem parte desses grupos, treze são piradas", brinca o engenheiro eletrônico Ricardo Varela, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), referindo-se à salada de místicos, curiosos e visionários de todo tipo que se abrigam nas sociedades ufológicas. O engenheiro Varela, que trabalha no lançamento de balões à estratosfera, até que se interessa pelos OVNIs — uma exceção no meio científico. Pois, sob o argumento de que não trata de fatos comprovados, a discussão do assunto passa ao largo das universidades e instituições de pesquisa.

Os cientistas reagem com impaciência, até mesmo com desagrado, às sugestões de estudos ufológicos. "Qualquer coisa que se disser sobre o assunto é puro chute ou crença pessoal", afirma o astrofísico Roberto Boscko, da USP.

Ele acredita que boa parte dos astrônomos pensa em disco voador "como sinônimo de pilantragem". Mas por que os OVNIs despertam uma reação tão violenta? Afinal, ver um deles não significa automaticamente entrar de sócio no fã-clube dos discos voadores — indica apenas alguma coisa incompreendida. E numa época em que satélites humanos se afastam dos limites do sistema solar com mensagens do planeta Terra, seria natural que a ciência estudasse a possibilidade de algo parecido "do lado de lá" — até para derrubar, uma a uma as histórias de discos, se for o caso.

O mistério dos OVNIs surgiu logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando Estados Unidos e União Soviética trocavam ameaças e xingamentos cada vez mais ferozes e as pessoas comuns, escaldadas pela invenção da bomba atômica pouco antes, desconfiavam seriamente que os dois lados tinham verdadeiros arsenais de armas secretas. Em junho de 1947, o piloto norte-americano Kenneth Arnold contou ter sido perseguido por uma esquadrilha de naves em formato de pires (flying saucers, ou pires voadores), quando sobrevoava o pico Rainier, de 4 300 metros, no extremo noroeste dos Estados Unidos. Não tardou para a imprensa sensacionalista projetar na imaginação popular um clima de paranóia — ou eram os russos que estavam chegando, ou eram mesmo os marcianos.

Dos Estados Unidos, a publicidade sobre os OVNIs correu mundo e animou visionários de todas as cores, credos e nacionalidades. No Brasil, os pires voadores tornaram-se discos, embora algumas vezes fossem avistados sob a forma de charutos, sondas ou bolas. Em junho de 1952, a revista O Cruzeiro eletrizou o público com relatos de supostos discos voadores fotografados na Barra da Tijuca, no Rio. Os marinheiros do navio Almirante Saldanha contaram ter visto, em 1958, vários OVNIs sobre a ilha de Trindade, na costa do Espírito Santo, quando faziam pesquisas para o Ano Geofísico Internacional. E até hoje existem pessoas que juram ter conversado com ETs, viajado em discos e ouvido mensagens telepáticas de outros planetas.

Um dos casos mais célebres em todo o mundo foi o chamado Incidente de Roswell, sobre um disco voador que teria sofrido um acidente no Estado do Novo México, nos Estados Unidos, em 1947. No acidente, teriam morrido os tripulantes, cujos corpos teriam sido levados em segredo pela Força Aérea para estudos. No começo do ano passado, ufologistas fizeram o maior alarde exibindo documentos antigos do governo dos Estados Unidos confirmando o episódio. Na verdade, provou-se meses depois que os documentos eram falsos de cabo a rabo.

Bem antes, em 1968, um estudo da Universidade de Colorado, revisto pela Academia de Ciências dos Estados Unidos, declarou oficialmente que não existem discos voadores. O astrofísico norte-americano Allen Hynek, que participou do Blue Book, não se conformou com o resultado e declarou que as pesquisas de Colorado tinham sido dirigidas a fim de apresentar uma explicação tranqüilizadora para o público. Hynek, que morreu no ano passado, era diretor do Centro de Estudos Ufológicos dos Estados Unidos, sendo considerado um dos maiores especialistas em OVNIs.

Depois, os fãs dos OVNIs como que passaram para a clandestinidade. Atualmente, eles se concentram nas sociedades de ufologistas que funcionam como verdadeiras seitas. Alguns ainda tentam explicar os fenômenos dentro dos limites da ciência acadêmica, aproveitando os conhecimentos sobre a origem da vida e as leis da natureza, com as quais os discos estariam relacionados. Outros ligam o aparecimento dos discos a fenômenos paranormais e às tradições orientais.

E, por menos que a ciência e o bom senso lhes dêem crédito, a crença em que os discos existem vai bem, obrigado. No ano passado, três livros sobre o assunto foram lançados nos Estados Unidos. Venderam como pão quente.